(re)aprender a teclar

Uma vez um grande mestre da comunicação me ensinou: “Apenas ler não basta. O conhecimento é como a água, se você acumular, não compartilhar, e deixar ela parada uma hora vai apodrecer”.
Eu fiquei chocada com aquilo, e saí da faculdade desesperada, escrevendo poemas na cabeça durante todo o trajeto do ônibus. Ali, depois daquela aula de “aprenda na marra e sem sossego” eu comecei a escrever mentalmente e escondido em papéis que costumo jogar fora. Mas hoje, resolvi desembrulhar uns bilhetinhos e vou recomeçar a compartilhar com vocês. Espero que gostem. Aqui vai ter de tudo: dia a dia, literatura, receitas muitas receitas, vida de mãe, bissexualidades, movimento feminista, e lutas sociais.
Não se acanhe, toda participação e interação é bem vinda.

Beijo grande

@manucarvalho

Protógenes Queiroz em Joinville

protogenes5O delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, estará em Joinville no próximo dia 26 de maio. Protógenes virá dar palestra aos estudantes de Jornalismo no Bom Jesus/Ielusc, onde também será alvo dos questionamentos dos estudantes sobre os temas Operação Satiagraha, Daniel Dantas, corrupção no Brasil, entre outros.

Protagonista do desmonte de diversas operações criminosas, Protógenes tem sido perseguido e acusado de atividades ilíticas, nenhuma delas provada até agora. Na oportunidade, o delegado poderá esclarecer muito sobre a sua atuação e sobre a operação Satiagraha.

Protógenes é responsável, entre outros, pelas prisões do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP), do ex-prefeito Celso Pitta, do investidor Naji Nahas, além de Law Kin Chong, o maior contrabandista atuando no Brasil na época.

Com uma carreira brilhante, Protógenes ganhou as páginas dos jornais após prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, na chamada Operação Satiagraha. Dantas é acusado de inúmeros crimes contra o Brasil. Leia abaixo a cobertura completa dos primeiros dias da Satiagraha, produzido pelo Terra Magazine.

A informação – e texto – é do Blog Psol Joinville, confira:

http://psoljoinville.blogspot.com/2009/04/protogenes-queiroz-em-joinville.html

CDH promove Ciclo de Debates de Direitos Humanos


O Centro dos Direitos Humanos “Maria da Graça Braz” lança o “Ciclo de Debates de Direitos Humanos”. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de dezembro, no salão da Paróquia da Paz, junto ao Bom Jesus/Ielusc, e contará com a participação do juiz titular da 2ª Vara Criminal João Marcos Buch, de Luiz Assad Rupp, coordenador do CDH, de Wilson de Oliveira Neto, mestrando e professor de História, entre outros convidados. O debate lembrará o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os 20 anos da Constituição Federal e os 40 anos da promulgação do AI-5. Entre os participantes do painel, o ex-membro do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e ex-preso político Edgar Schatzmann.

Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

Hoje não é um dia para comemorar

Lei Maria da Penha ainda é ineficazInfelizmente temos de ter um dia para reflexão sobre abusos cometidos à mulher. O dia 25 de novembro foi escolhido para lembrar assassinato violento, truculento e trágico  das irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Maribal em 1960, pelo ditador Rafael Trujilo, na República Dominicana.

Em 1999 a ONU  reconheceu oficialmente o 25 de Novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres.

Pesquisa encomendada ao Ibope pelo Instituto Patrícia Galvão apontou que a preocupação com a violência doméstica tem crescido consideravelmente.

Veja alguns dados:

 De 2004 a 2006 aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica em todas as regiões do país, menos no Norte / Centro-Oeste, que já tem o patamar mais alto (62%). Nas regiões Sudeste e Sul o nível de preocupação cresceu, respectivamente, 7 e 6 pontos percentuais. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006.

• 33% apontam a violência contra as mulheres dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade.

• 51% dos entrevistados declaram conhecer ao menos uma mulher que é ou foi agredida por seu companheiro.

• Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.

• 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.

 Como feminista e vítima de violência ainda pauto a Lei Maria da Penha como ineficaz na assistência a mulheres que sofrem com esse tipo de atitude. Conforme A.P., 22 anos, há uma série de enganos no tratamento e na assistência a mulher “Cheguei na delegacia pra prestar depoimento e fui coagida pela policial a abrir um processo contra o meu ex-marido, naquele momento eu não sabia nem o que faria de mim, da minha filha ainda tão pequena. Com aquela atitude  eu fiquei ainda mais perdida, acabei voltando pra casa e passando aquele horror novamente. Deveria haver um acompanhamento psicológico no momento em que a gente faz a denúncia, me senti desamparada”, relata com a voz já embaraçada pelas lágrimas.

Como agredida, eu sei o quão complicado é chegar até a bancada e pedir informações. Além de estar ferida, você ainda é humilhada psicologicamente, é despida por perguntas preconceituosas não recebendo nenhum tipo de tratamento diferenciado.

Segundo Cynthia Maria Pinto da Luz, advogada do Centro de Direitos Humanos em joinville, não há dados exatos sobre mulheres vítimas de violência “Se hoje você quiser procurar esses dados vai ter que ver B.O por B.O, não há um sistema integrado, nem informações específicas nesse sentido”, conta.

Além disso, a lei ainda não prevê casos de união homossexual, onde uma companheira é agredida por outra mulher, dificultando assim o atendimento, a assistência e a penalização da agressora.

Mas há boas notícias:

Criada em 12 de novembro de 1995, a Casa Viva Rosa é um centro de proteção a mulher vítima de violência. Pensada em apoio com o conselho da mulher e o Centro dosa Direitos Humanos Maria da Graça Braz, a casa visa assistir, atender psicologicamente e socialmente mulheres em condição de violência. mais informações no telefone 3025 4774.

Intervenção Teatral

“O que hoje chamamos de intervenção urbana evolve um pouco da intensa energia comunitária que floresceu nos anos de chumbo. Os trabalhos dos artistas contemporâneos, porém, buscam uma religação afetiva com os espaços degradados ou abandonados da cidade, com o que foi expulso ou esquecido na afirmação dos novos centros. Por meio do uso de práticas que se confundem com as da sinalização urbana, da publicidade popular, dos movimentos de massa ou das tarefas cotidianas, esses artistas pretendem abrir na paisagem pequenas trilhas que permitam escoar e dissolver o insuportável peso de um presente cada vez mais opaco e complexo.” Maria Angélica Melendi

Um grupo de apaixonados pela justiça, pelas artes, por uma sociedade mais justa e suplicantes pela reabertura dos arquivos da ditadura se apresentará no sábado, dia 13 de dezembro, nas praças de Joinville. São jovens, donas de casa, estudantes, professores de história, atores, cantores, e gente comum que sofreu e viu sofrer pelas mãos da ditadura brasileira.

Convido a todos que estiverem em Joinville e região a presenciarem nos dias 10 e 11 na paróquia do Bom Jesus Ielusc as mesas de debates sobre direitos humanos e ditadura militar, e a comparecer na manhã de sábado, faça chuva ou faça sol, na praça Nereu Ramos, para prestigiar a Intervenção Teatral.

“O sistema penitenciário brasileiro é medieval”

Juiz de Direito da Segunda Vara Criminal em Joinville

Juiz de Direito da Segunda Vara Criminal em Joinville

Ser jornalista ou aspirante a tal concede-lhe vantagens que quase fazem jus ao baixo salário e aos desaforos dos entrevistados. Ontem, uma a profissão me concedeu mais uma alegria: entrevistar o Juiz de Direito da Segunda Vara Criminal, Sr João Marcos Buch.

O magistrado estará presente no 1º Ciclo de Debates, evento realizado pelo Centro de Direitos Humanos “Maria da Graça Braz”  que avaliará a questão dos DH em Joinville, no estado e no Brasil, além de abordar os avanços obtidos durantes os 60 anos da declaração. O evento é gratuito e contará com uma série de mesas de debates e até mesmo uma intervenção teatral, produzida por atores, donas de casa, estudantes, aspirantes a jornalistas, historiadores, professores, e diversas caricaturas militantes da justiça e da liberdade.

O papo aconteceu na tarde de ontem, às 17h, no gabinete do Juiz. Fui recebida de forma respeitosa e educada e fiquei surpresa com as delcarações dadas por ele, não pela novidade de notícia mas por ser abordada pelo poder judiciário, que infelizmente habituou-se a mascará-la. “Há muita falha por parte do estado na defesa dos direitos humanos, principalmente no que se refere a cumprimento de pena. Além disso, há o problema da superlotação, de higiene, de dignidade do preso. Eu vejo gente dormindo no chão, na sujeira, no meio de ratos” relata. 

Logo logo, passo mais informações, e a entrevista completa.

A chuva que não pára

Ministro Calógeas

Ministro Calógeras

Desde sexta-feira, têm chovido torrencialmente na cidade de Joinville. Eu, usuária de bicicleta tenho que me curvar ao sistema de transporte coletivo, mesmo assim ainda há ressalvas. “Estou praticamente ilhada, no centro tem que fazer desvio, e eu não pude nem ir trabalhar porque não há como andar nas ruas da cidade”, relata a estudante e professora de inglês Lorena Petra, de 20 anos.

Residências próximas a minha no bairro Anita Garibaldi já foram desalojadas por perigo de desabamento de terras. Segundo a folha online, 5 mil residências já foram afetadas e mais de 60 ruas estão alagadas.

“Depois das dez não passa mais ônibus aqui na frente de casa” diz Josenita Lima, historiadora e moradora do bairro floresta. São 40 dias de chuva continua, 15 municípios em estado de calamidade e 44 em estado de emergência.

A pergunta que não quer “me” calar é:

Senhor Tebaldi, adiantou colocar fios em baixo da terra e sequer mexer a estrutra de escoamento da cidade? De um jeito ou de outro estes fios iriam parar lá mesmo, nem que seja pela enxurrada.

A Igreja Católica do bairro Nova Brasília está aceitando doações de coclhões, roupas e alimentos para remediar as famílias dos bairros Jativoca, Morro do Meio, Anita Garibaldi e São Marcos. Quem quiser ajudar basta levar os pertences até a rua Padre Bernardo  no Nova Brasília.